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Começo a Conhecer-me. Não Existo

Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato. Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Eduardo Gageiro. Retratos com histórias

Adorei conhecer este senhor. Marcou me pela sua simplicidade e pelas suas histórias. Grande Senhor

Livro do dia :))

A Filha do Regedor Um romance satírico sobre o quotidiano de um dos períodos mais conturbados da História de Itália. Agora so me falta mesmo é ter tempo para o ler :)) Para mais informações sobre este livro pesquise em:   http://leituras-cruzadas.blogspot.pt/2013/07/a-filha-do-regedor-de-andrea-vitali.html

Amei Demais

Madruguei demais. Fumei demais. Foram demais todas as coisas que na vida eu emprenhei. Vejo-as agora grávidas. Redondas. Coisas tais, como as tais coisas nas quais nunca pensei. Demais foram as sombras. Mais e mais. Cada vez mais ardentes as sombras que tirei do imenso mar de sol, sem praia ou cais, de onde parti sem saber por que embarquei. Amei demais. Sempre demais. E o que dei está espalhado pelos sítios onde vais e pelos anos longos, longos, que passei à procura de ti. De mim. De ninguém mais. E os milhares de versos que rasguei antes de ti, eram perfeitos. Mas banais. Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'  

Talvez cada lágrima seja só um aqueduto

  Na verdade, não há ninguém que, podendo, ao voltar atrás não fizesse quase tudo doutra forma, talvez porque, por mais que nos custe, é preciso falhar para aprender. A diferença é que ou tomamos o sucesso indispensável, ou aprendemos com os erros e nos tornamos sábios. 1. Às vezes, imagino o que temos cá dentro como uma grande cidade de gente atarefada. Os sisudos e os compostos. Os que passeiam nos trejeitos. Os tímidos. Os risonhos. Aqueles onde se guarda uma algazarra. Os façanhudos, claro. Os que se perdem nas horas. Os que rompem com o mundo… Há, em quase todos, qualquer coisa desgarrada que os torna ora arrebatados ora frenéticos e sagazes mas, mais que tudo, adormecidos. Às vezes, imagino o que temos cá dentro como uma grande cidade de gente atarefada mas, agora, como se fossem livros de histórias. Com pernas, um movimento buliçoso e qualquer coisa de irrelevante pela mão. E, às vezes, quando paro, pergunto porque é que tantas histórias, com tanta gente a passea...

Férias com o meu pai

Christine e Dorothea, duas amigas na casa dos 40, decidem passar umas férias relaxantes em Norderney. Mas tudo se altera quando Heinz, o pai de Christine, se junta ao grupo. Extremamente crítico e teimoso, Heinz está sempre a meter-se em tudo e promete transformar as férias numa sucessão incontrolável de peripécias a que ninguém parece conseguir escapar. Mistura de comédia brilhante, romance no feminino e policial ligeiro, esta obra explora o lado divertido do conflito geracional que tantas vezes opõe um pai superprotetor a uma filha que já está a viver em pleno a sua maturidade

Sonhemos, então!!