Na verdade, não há ninguém que, podendo, ao voltar atrás não fizesse quase tudo doutra forma, talvez porque, por mais que nos custe, é preciso falhar para aprender. A diferença é que ou tomamos o sucesso indispensável, ou aprendemos com os erros e nos tornamos sábios. 1. Às vezes, imagino o que temos cá dentro como uma grande cidade de gente atarefada. Os sisudos e os compostos. Os que passeiam nos trejeitos. Os tímidos. Os risonhos. Aqueles onde se guarda uma algazarra. Os façanhudos, claro. Os que se perdem nas horas. Os que rompem com o mundo… Há, em quase todos, qualquer coisa desgarrada que os torna ora arrebatados ora frenéticos e sagazes mas, mais que tudo, adormecidos. Às vezes, imagino o que temos cá dentro como uma grande cidade de gente atarefada mas, agora, como se fossem livros de histórias. Com pernas, um movimento buliçoso e qualquer coisa de irrelevante pela mão. E, às vezes, quando paro, pergunto porque é que tantas histórias, com tanta gente a passea...