Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Luz

Silêncio... Dá-me a tua mão:  Vou agora te contar  como entrei no inexpressivo  que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei  naquilo que existe entre o número um e o número dois,  de como vi a linha de mistério e fogo,  e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota,  entre dois fatos existe um fato,  entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam  existe um intervalo de espaço,  existe um sentir que é entre o sentir  - nos interstícios da matéria primordial  está a linha de mistério e fogo  que é a respiração do mundo,  e a respiração contínua do mundo  é aquilo que ouvimos  e chamamos de silêncio. (Clarice Lispector)
Não esperes por ninguém para te fazer sorrir! O teu sorriso, é a tua felicidade e vais encontra-la mesmo debaixo do teu nariz! A.M

Já olhaste para ti?

J á olhaste bem para ti? Já te observaste? Olha para o espelho. Os teus olhos até são bonitos, não são? Quantas coisas maravilhosas é que eles já viram? Viram pr ovavelmente a cara de todos os que amas ou amaste, viram toda a beleza da natureza, como o mar, as cores, as flores… E o teu nariz? É grande, pequeno, abatatado, arrebitado? O que é que isso interessa? E a tua boca, quantas vezes já beijou? Quantas palavras bonitas é que já saíram dela? Agora vamos para as tuas mãos, já pensaste no que elas fazem todos os dias? Quantas vezes já lavaram, cozinharam, escreveram, acariciaram? Já algum dia deste banho a um bebé? É maravilhoso, não é? Podes não ter o corpo com que sonhavas, mas o teu corpo é perfeito, todos os dias te leva para onde queres ir, trabalha de manhã à noite, ou durante a noite. Pode ter peso excessivo, pode ter alguma deformidade no entanto estás vivo e ele funciona. Agora fecha os olhos e lembra-te de todo o bem que já fizeste. Quantas vezes deste â...

O meu ser...

"Estou na caridade da evolução do meu ser. Quero ser menina, encontro-me mulher... Quero ser mulher, vejo-me menina..." Ferreira Gullar

Não Digas Nada!

Não Digas Nada! Não digas nada! Nem mesmo a verdade Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender — Tudo metade De sentir e de ver... Não digas nada Deixa esquecer Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda essa viagem Até onde quis Ser quem me agrada... Mas ali fui feliz Não digas nada. Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"  

A vida informa